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De Beers prepara regresso aos diamantes em Angola

A produção de diamantes no país e a participação da companhia sul-africana De Beers, nesse processo, estiveram em análise, na terça-feira 7, em Luanda, durante o encontro entre o Chefe de Estado, João Lourenço e o presidente do grupo, Bruce... Ver mais
Os actuais desafios do mercado dos diamantes no país, as reformas e a nova política introduzida pelo Decreto Presidencial que permite as empresas diamantíferas vender, de forma livre, até 60 por cento da produção, dominaram a audiência que o Presidente da República concedeu na terça-feira 7, em Luanda, ao presidente da multinacional de diamantes, a sul-africana De Beers, Bruce Cleaver.

À saída da audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, Bruce Cleaver congratulou-se com o facto de o Presidente da República ter lançado um convite à companhia diamantífera sul-africana a dar o seu contributo, caso seja necessário, à concretização das acções previstas no Decreto que põe fim à política baseada em clientes preferenciais, onde apenas um grupo muito restrito tinha direito de venda da produção de diamantes do país.

Bruce Cleaver assinalou que este foi o primeiro encontro que teve com João Lourenço e que permitiu discutir questões ligadas ao sector diamantífero de modo geral e de uma forma bastante construtiva.

“Também foi com grande agrado que nós recebemos a informação do Presidente da República que convidava a De Beers a dar o seu contributo naquilo que for necessário relativamente a este Decreto”, disse.

O gestor considerou acertado o modo como decorreu o encontro e como o Estado angolano tem feito a abordagem dos actuais desafios do sector diamantífero em Angola.

“Foi um grande prazer ter este encontro com o Presidente da República, pois trata-se do primeiro encontro no qual aproveitei felicitá-lo pela eleição “, disse.

O presidente da De Beers disse que discutiu com João Lourenço alguns aspectos constantes no Decreto Presidencial, e disse ter grandes expectativas em relação aos regulamentos que vão ser produzidos daquele diploma legal.

“Tive o prazer de discutir o referido Decreto com o Presidente da República. Este diploma, na verdade, já foi publicado, mas agora resta produzir os regulamentos que vão suportá-lo”, disse.

A De Beers encontra-se actualmente a explorar minas no Botswana, Canadá, Namíbia e África do Sul, controlando 44 por cento da produção mundial de diamantes.

Recentemente, o Conselho de Ministros aprovou uma nova política de comercialização de diamantes brutos a fim de assegurar um sistema eficaz e de maior transparência ao processo de compra e venda de diamantes.

A motivação para a elaboração desta política surgiu de uma orientação do Titular do Poder Executivo, para eliminar a política que vigorava e que era baseada em clientes preferenciais que tinham direito de comprar toda a produção de diamantes do país, o que tinha uma influência negativa no investimento para a actividade de prospecção e exploração de diamantes em Angola.

O objectivo é aumentar as receitas para o Estado e motivar as grandes empresas mineradoras a regressarem ao país e implantarem fábricas de lapidação de diamantes em Angola, garantindo que os produtores tenham um preço justo na venda dos diamantes.

Outro destaque da nova política está centrada na venda da produção àquelas empresas que instalarem fábrica de lapidação no país, sublinhando que vão ser abertas oportunidades de venda a compradores de pedras especiais que, em regulamento próprio, devem ser definidos os critérios.

Uma percentagem dos diamantes produzidos no país vai ser vendida a clientes ocasionais, devidamente registados numa base de dados com critérios que vamos definir no regulamento. O órgão público de comercialização terá também direito a uma percentagem de diamantes para comercializar.

Jornal de Angola/Angop